Sábado, 31 de Dezembro de 2005

caleidoscópio

CALEIDOSCÓPIO: Geografia do caos em movimento
Belarmino Mariano Neto

Palavras chaves: paradgma, incerteza, complexidade.

O tempo é você que se espalha em chamas e ardente(mente) cria expectativas para o NADA. Os homens tecem suas teias e formam um telhado de arranha(céus) que arranha(mente) e mentirosamente os tornam viúvos da trama que se constrói, onde os atores são autores da autodestruição construtiva alucinada(mente) perdida no espaço de um tempo ESFÍNGICO. Rápida, sorrateira explode uma geográfia caótica e sem ponto de partida. É o caleidoscópio, a complexidade das formas simples, a incerteza em todos os sentidos.
O caleidoscópio, espaço tridimensional construído a partir de três lâminas de vidro espelhadas, postas em oposição, (re)produzem ilusórias imagens. Colocados cacos de vidro coloridos, missangas e outros fragmentos, sem ordem de distribuição, estes representam o caos, a completa desordem, mesmo limitados a cônico espaço de reduzidos diâmetros. Mas se movimentamos este cilindro, observando a posição dos fragmentos, notamos uma verdadeira ordem universal, ou seja, o cosmo em um vitral harmônico, mesmo sabendo que o mecanismo é pura geometria euclidiana.
Em diversas salas de aula, trabalho a partir deste espaço de contradições, percebo o quanto a sociedade tem de caleidoscópio em sua composição. As relações ou comportamentos parecem caos, cosmos.
Isto é, (des)ordem.A sociedade humana, apresenta um trivium de sustentação individual e coletiva que é estruturado em Pensamento-Sentimento-Vontade.Por mais que tente-se controlar ações e estudar reações desse controle, deparamo-nos com a incerteza. O paradigma da complexidade incerta, colocando as ciências bastante distantes do (ir)real. Dependendo do grau da lente de observação, embassa-se completamente a vista. A sociedade é caleidoscópio em cacos multicoloridos, pluraridade. Por mais que tenha-se o dóminio dos mecanismos para mover o caleidoscópio, é ele quem sempre estabelece que combinações de cacos e cores aparessem ao olhar de seu manipulador.
Complica-se ainda mais, quando aparecem alguns para afirmarem que o mundo total chegou, com essa nova fase do capitalismo simulacro, onde ciência e tecnologia se fundem e massificam um espaço de idéias e de concrectudes esfumaçadas, temos que, no reverso, as particularidades se mostram cada vez mais fortes, testemunhando que a diversidade é a destruição do mono. A massificação vem causando um mal estar capaz de mudar radicalmente a cara do que hoje parece ordem nova. e chegamos a conclusão anarquica que, será dos pequenos grupos de afinidades que construiremos um grande mundo.
publicado por olharesgeograficos às 02:37
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