Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
GEOGRAFIA DAS ÁGUAS: ESTUDO GEOAMBIENTAL DO MÉDIO CURSO DO RIO MAMANGUAPE-PB
043 - Geografia
Linha de Pesquisa: Ecossistemas e Impactos Ambientais nos Espaços Urbanos e Rurais.
Titulo: GEOGRAFIA DAS ÁGUAS: ESTUDO GEOAMBIENTAL DO MÉDIO CURSO DO RIO MAMANGUAPE-PB
Autor: Roberto Bezerra da Costa
(Orientador) Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto UEPB/CH/DGH
(Examinador) Prof. Esp. José Eduardo de Santana UEPB/CH/DGH
(Examinador) Prof. Ms. Robson Pontes Freitas de Albuquerque UEPB/CH/DGH
RESUMO
O objetivo desta pesquisa foi analisar os impactos socioambientais do médio curso do rio Mamanguape. As bacias hidrográficas que passam por áreas urbanas estão sujeitas as intervenções das ações humanas, bem como entender a organização social de ocupação das bacias hidrográficas enquanto território das águas e dos usos e abusos socioeconômicos. Utilizou-se como base empírica, análise de dados documentais em gabinete e levantamentos georeferenciado no campo durante os trabalhos de campo. O trabalho foi pautado em dez visitas de campo ao longo do médio curso do rio Mamanguape, considerando as áreas de ocupação canavieira, áreas de assentamento rural, zona rural e zona urbana das cidades que perfazem o percurso estudado. Num primeiro momento foi realizada uma viagem de reconhecimento e mapeamento da área de estudo, para uma caracterização da bacia. Nas viagens posteriores foram levantados e georeferenciados 13 pontos de atividades sócio-econômicas, bem como ações humanas causadoras de impactos ambientais no meio natural. Durante as viagens geográficas, foram entrevistados vários atores sociais que em suas falas, deram testemunho dos conflitos gerados na relação homem-natureza, também ficou claro na participação destes atores sociais a possibilidade de colaboração em trabalhos de campo que incluam as comunidades ribeiras. Enquanto considerações finais a partir da interpretação dos dados levantados e analisados, identificou diversas áreas com ação impactante interferindo sobremaneira nos segmentos: ambiental, sócio-econômico e cultural. A cobertura vegetal constituída pela mata ciliar se encontra degradada com perda de sua biodiversidade e recursos naturais (água, solo e avifauna); assoreamento de canais fluviais, com perda de solo e sedimentos que são carreados para a calha do rio; contaminação das águas fluviais ocasionada pela emissão de efluentes de esgoto doméstico e lixo sólido dos centros urbanos; desmatamentos gerados pelas atividades agropastoris; extração de areia e argila, alterando o leito do rio; prática de agricultura obsoleta (queimadas); peças históricas que fazem parte da modelagem geográfica, abandonadas, sendo erodidas pelo tempo. Enquanto o rio corre profundamente degradado pelas ações socioeconômicas.
Palavras-chave: Águas, Degradação e rio Mamanguape.
Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
PROGRAMA DE ANTROPOLOGIA CULTURAL
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
CENTRO DE HUMANIDADES – CAMPUS III
DEPARTAMENTO DE GEO-HISTÓRIA
CURSO DE GEOGRAFIA
DISCIPLINA: ANTROPOLOGIA CULTURAL
ANO: 2009.1 CARGA HORÁRIA: 66 AULAS
EMENTA DA DISCIPLINA DE ANTROPOLOGIA CULTURAL
A Antropologia enquanto ciência social e da humanidade; espaço, tempo, sociedade, natureza e cultura na construção do conhecimento antropológico; conceituação, objeto e objetivos da ciência antropológica; relação entre Antropologia e Geografia; da Antropologia cultural a Geografia cultural; teorias e métodos das ciências sociais aplicados a Antropologia e a Geografia; Antropologia física e Antropologia cultural; Antropologia, Geografia e cultura. O ser humano na perspectiva social e cultural. Espaços e relações de poder; Território e identidades culturais; Paisagem, região, religião, folclore e identidade cultural local; teorias culturais, cultura e natureza; origens da humanidade e questões étnicas; cultura popular, cultura de massa e cultura erudita; linguagens, representações e formas de organização. A importância da memória, da percepção e do imaginário para a antropologia.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
UNIDADE TEMÁTICA I : A CIÊNCIA ANTROPOLÓGICA
1.1 Conceituação; objeto e objetivo da Antropologia.
1.2 Divisão e campo da Antropologia; os objetivos da Antropologia Cultural.
1.3 Origem dos dados; os métodos e as técnicas em Antropologia.
1.4 As ciências afins da Antropologia – Sociologia, Geografia, História, Economia, Medicina, Biologia, Psicologia, Economia, Política, Paleontologia, Geologia, etc.
1.5 Histórico da Antropologia e principais correntes do pensamento antropológico.
1.6 Antropologia Física, Cultural e Aplicada
UNIDADE TEMÁTICA II: HOMEM, CULTURA E SOCIEDADE
2.1 O conceito de cultura; a construção da cultura.
2.2 Componentes da cultura; processos culturais;
2.3 Cultura real e cultura ideal, cultura material e cultura imaterial.
2.4 Relativismo cultural e Etnocentrismo.
2.5 Origens da Humanidade e passado cultural do homem.
2.6 Aspectos culturais da sociedade brasileira e nordestina.
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:
ARAÚJO, Walkiria Toledo de. (Org.) Cultura local discursos e práticas. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2000, 113p.
BAKTHIN, Mikhail. A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento. São Paulo-Brasilia: HUCITEC e Editora UnB, 2008, 6ª ed, 419p.
BOTAS, Paulo. Carne do Sagrado – EDUN ARA. Petrópolis/RJ: Vozes; Koinonia, 1996, 96p.
CERTEAU, Michel de; GIARD, Luce; MAYOL, Pierre. A invenção do cotidiano 2. morar, cozinhar. Petropolis, RJ: Vozes, 2008, 7ª ed, 372p.
CORRÊA, Mariza. História da Antropologia no Brasil (1930-1960). Campinas/SP: Editora da UNICAMP e Vertice, 1987, 127p.
CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny (Orgs.). Geografia cultural: um século 3. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2002, 190p.
DURAND Gilbert. As estruturas antropológicas do imaginário. Introdução à Arquetipologia geral. Lisboa/PT: Editora Presença, 1989, 1ª ed, 326p.
DURAND Gilbert. O Imaginário - ensaio acerca das ciências e da filosofia da imagem. Rio de Janeiro: DIFEL, 1998, 127p.
FROST, Everett L; HOEBEL, E. Anderson. Antropologia cultural e social. São Paulo. Cultrix. 2006, 1ª ed, 8 ª Imp.; 469 p.
GODOI, Emília Pietrafesa. O trabalho da memória – cotidiano e história no sertão do Piauí. Campinas/SP: Editora da Unicamp, 1999, 165p.
HELERN.V E OUTROS. O livro das religiões. São Paulo: Cia das Letras, 2000.
KOSTER, Henry. Viagens ao Nordeste do Brasil - Vol. 2. Rio, São Paulo, Fortaleza: ABC Editora, 2003, 12ª ed, 611p.
LAPLATINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo. Brasiliense. 2007, 205p.
LARAIA, Roque de Barros. Cultura um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Zahar,2003; 22ª Ed. 117p.
MALDONADO, Simone Carneiro. Pescadores do mar. São Paulo: Ática, 1986, 77p.
MARCONI, Mariana de Andrade; PRESOTTO, Zélia Maria Neves. Antropologia Uma Introdução. São Paulo: Atlas, 2007, 6 ª Ed, 324p.
MARIANO NETO, Belarmino. Ecologia e imaginário - memória cultural, natureza e submundialização. João Pessoa: Editora da UFPB, 2001, 2 ª Reimpressão, 206p.
MARIANO NETO, Belarmino; RODRIGUES, L. P. M.; FREIRE, C. S. Roteiros Integrados “Civilização do açúcar”: os caminhos dos engenhos na Paraíba. In: Cultura no espaço rural brasileiro – Anais do 6ª Congresso Brasileiro de Turismo Rural. Piracicaba/SP: FEALQ, 2007, 171-177p.
MELLO, Luiz Gonzaga de. Antropologia Cultural. Iniciação. Teorias e temas. Petrópolis, Vozes, 2001, 8ª Ed, 526p.
MERCIER, Paul. História da Antropologia. São Paulo: Ed. Moraes LTDA, 1974, 154p.
QINTAS, Fátima (Org.) A civilização do Açúcar. Recife: Sebrae/Fundação Gilberto Freyre, 2007, 208p.
RIBEIRO, Darcy. O povo Brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras. 1995.
ULMANN, Reinaldo Aloysio. Antropologia - O homem e a cultura. Petrópolis/RJ:Vozes. 1991, 328p.
SILVA, Aldo A. Dantas; GALEANO, Alex (Orgs.). Geografia ciência do complexus – ensaios transdiciplinares. Porto Alegre/RS: Editora Sulina, 2004, 334p.
SOUSA NETO, Manoel Ferandes de. Aula de Geografia. Campina Grande: Bagagem, 2008, 2ª Ed, 109p.
VELHO, Gilberto. Projeto e metamorfose: Antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 1994.
A PAISAGEM NO CONTEXTO MULTICULTURAL
Grd. Sharlene da Silva Bernardino - Geografia –UEPB/CH –
Sharlene_sb@hotmail.com
A paisagem pode ser tomada como reflexo de vários elementos culturais inseridos numa sociedade. Alguns desses símbolos se destacam e acabam por hierarquizar alguns hábitos, fazendo com que os cidadãos que compõem uma sociedade acabem por deixar de perceber a dimensão dos elementos advindos de várias culturas que tornam a cidade, em especial a metrópole, um âmbito de constantes trocas culturais. Este trabalho intensiona observar a importância dos símbolos que constituem e identificam uma paisagem, enfatizando a falta de percepção dos indivíduos para reconhecerem esses elementos no espaço a sua volta. É considerada nesse contexto a importância da paisagem materializada, como também aquela que se constitui para além do poder ótico. A pesquisa foi realizada a partir da leitura e análise de textos que colocam a paisagem e a cultura como norteadores da identidade social dos indivíduos. Fica evidente que a paisagem acontece de maneira única e veloz tendo em sua composição elementos que advém de hábitos culturais de vários lugares. Diante das pesquisas e análises textuais que se processaram se faz clara a necessidade da compreensão dos elementos culturais que são construtores de uma paisagem mesclada pela multiculturalidade constituinte por um cotidiano que transpassa a capacidade perceptível dos indivíduos que o compõem.
A geografia é uma área do conhecimento que sempre demonstrou preocupação em compreender a relação do homem com o seu meio. Um dos pontos de maior relevância para esse entendimento é a observação e análise da paisagem, já que esta é capaz de retratar as mais diferentes maneiras do individuo relaciona-se com o espaço. Espaço este que segundo Milton Santos (1997), constituiu-se de sistemas que “é formado por um indissociável, solidário e também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações, não considerados isoladamente, mas como um quadro único na qual a historia se dá”.
Nessa perspectiva, a paisagem pode ser tomada como expressão materializada das relações entre o homem e meio que acontecem num determinado espaço, Wether Holzer apud Londscape coloca que:
“a paisagem enquanto elemento geográfico fundamental é vista não só como suporte físico das atividades humanas, mas como palco de um processo interativo onde ela é apropriada pelas culturas que a modifica e lhe introduz novos elementos”. É necessário colocar também que a paisagem é algo para além do visível que se compõe a despeito da interferência humana na funcionalidade dos elementos simbólicos que a desenha. Para Correia (1995):
A paisagem é de um lado o resultado de uma dada cultura que a modela, e de outro, constitui-se em uma matriz cultural (...) muitos de seus elementos servem de mediação na transmissão de conhecimentos, valores, contribuindo para transmitir de uma geração à outra o saber, crenças, sonhos, e atitudes sociais (Correia 1995, p. 4-5).
Assim, a paisagem é concebida pela junção de inúmeros elementos que estão dispostos em um espaço representado por mecanismos culturais que acabam por demandar as ações sociais. Contudo, Laraia (1932 p.80) coloca que “a participação do individuo em sua cultura é sempre limitada; nenhuma pessoa é capaz de participar de todos os elementos de sua cultura”.
Os ditames culturais podem passar de uma geração à outra como já descrito aqui, por Correia, no entanto, a paisagem sofre uma dinâmica constante que para ser percebida se faz essencial está voltado para elementos que requerem uma percepção sensorial, Fernandes (2003) capta essas sensações e as descreve como:
Matérias primas, primeiras e familiares que encontro em um fantástico balé de cores e forma (...) como se essa linguagem visual me detivesse diante dos objetos e me pusesse a diante deles(...)gosto das comidas e bebidas locais(...)essas coisas todas que mexem com os sentidos esse se misturam quando entro em contato com o mundo, estabelecem códigos de afetividade, desenham traços sensoriais dentro de mim. A tudo isso posso denominar de paisagem. (Fernandes 2003, p.68-69).
Essa fusão cultural desenhada por elementos que só são perceptíveis por suas cores, sons, cheiros, dentre outras peculiaridades, passa, por vezes, despercebida à sagacidade humana, acontecendo com maior relevância nas grandes metrópoles onde a demanda de serviços e produtos provém dos mais diversos lugares. Ralp Linton apud Laraia traz um formidável texto que retrata de maneira humorada as limitações do individuo para detectar os elementos culturais que permeiam a paisagem a sua volta.
O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do oriente próximo, mas modificado na Europa Setrentional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão cuja planta se tornou domestica na Índia; ou de um linho de lã de carneiro, um e outro domesticado no oriente próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na china(...). Ao levantar da cama faz uso dos ”mocasins” que foram inventados pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é um vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquistico que parece provir dos sumerianos ou antgo Egito. Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestiário têm a forma das veste de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortados segundo um padrão provenientes das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados nos ombros pelos os croatas do século XVII. Antes de tomar seu breakfest ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito(...). De caminho para o breakfest, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimos o espera. O prato é feito de uma espécie cerâmica invetada na china. A faca é de aço liga feita pela primeira vez na Índia do Sul(...). Começa seu breakfest com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana, toma café planta abissínia com nata e açúcar. A domestificação do gado bovino e a idéia de aproveitar o leite são originários do oriente próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia(...). Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos os índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virginia, ou cigarro, proveniente do México se for fumante valente pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê noticias do dia, impressas em caracteres inventado pelos os antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano (Ralph LintonapudLaraia, 1932, p.107-108)
A Velocidade dos acontecimentos que moldam a metrópole torna, cada vez mais, a paisagem reflexo de uma multiculturalidade que em certos momentos transita na busca por identidade. Certeau (1986 p.46) descreve “a cidade contemporânea como um labirinto de imagens, onde o comércio liga os desejos às realidades”.
Essa dinamização, que ocorre desde os atos rotineiros acontecidos dentro de um espaço restrito, como os descrito, aqui, por Ralp Linton, podem ganham, ainda mais mobilidade nas ruas das grandes metrópoles. Essa movimentação constante e ritmada velozmente é tema da composição noticias populares da cantora e compositora Ana Carolina lançada em 2006 pela gravadora Sony music. Eis um trecho:
Tomei um táxi um motorista mexicano Veio falando sobre o 11 de setembro. Havia um homem na calçada lendo o código da Vinci ou lia o código da venda. Na parada havia um peruano cheio de badulaques, vendendo, nike, bike, coca- cola light,canivete aceita cheques pros breguetes. Noticias do Iraque na tv da lanchonete (CAROLINA, 2006, CD, SONY MUSIC).
Os símbolos singulares descritos no fragmento desta composição são construtores de uma paisagem abarrotada de infindas culturas compactadas num dado espaço. Para Delfuss (1978 p. 9) “todo elemento do espaço e toda a forma de paisagem constituem fenômenos únicos que jamais podem ser encontrados exatamente iguais em outros locais ou outros momentos”.
Desta maneira, considera-se que a paisagem social é definida e sentida pelos elementos multiculturais que a instituem, no entanto, a dimensão desses símbolos não é absorvida em sua totalidade pelos os indivíduos que a formam e a modelam segundo suas necessidades.
Na ânsia de adequação a um meio que está em constante processo de mutação, mudanças essas que segundo Laraia (1986 p. 96) são dividas em dois tipos “uma que é interna, resultante da dinâmica da própria cultura e uma segunda que é o resultado do contanto de um sistema cultural com outro”, o homem acaba por centrar-se apenas no que considera peculiar a sua cultura esquecendo-se que, a mesma, jamais se constitui de maneira unilateral.
REFERÊNCIAS:
BURQUE, Peter (2003). Hibridismo Cultural. Rio grande do Sul : Ed: Unisinos.
CERTEAU, Michel 1986. A cultura no plural. Ed: Papirus. Campinas São Paulo.
DELFUSS, Olivier (1978).. O espaço Geográfico. Ed: Difel Difusão S.A.
FERNANDES, Manoel (2003). Aula de geografia e algumas crônicas. Ed: Bagagem. Campina Grande.
LARAIA Roque de Barros (2003). Cultura: Um conceito Antropológico. 16 ed. Rio de Janeiro: Jorje Zahar.
WERTHER, Holzer. (1996). A Arte da Geografia e os geógrafos humanistas in Revista Fluminense de Geografia (1996). AGB. Niterói, Rio de Janeiro.
CORREIA, Roberto Lobato. (1995) A dimensão cultural do espaço: Alguns temas. In. Espaço e cultura. UERJ.
Terça-feira, 16 de Setembro de 2008
Ricardo Coutinho (PSB -40) e seus opositores
Por Belarmino Mariano Neto
Neste dia 15 de setembro de 2008, depois de deixar meu filho na escola, sentei para assistir ao programa eleitoral gratuito para prefeitos de João Pessoa/PB. Vi todos os candidatos e me surpreendeu a forma como os opositores de Ricardo se comportam diante do quadro político atual.
Sabendo que ele é o prefeito de João Pessoa mais uma vez, a questão agora é criar uma futurologia para tentar impedir que o mesmo seja candidato a governador em 2010, querendo mudar o cenário presente e desviar a atenção dos eleitores menos avisados, sob o pretexto que Ricardo só vai governar João Pessoa, por dois anos. O mais absurdo é que parte desse grupo que hoje critica Ricardo passou mais de 12 anos governando João Pessoa e quase afundou a "capital das acácias".
Digo mais, quem quer que Ricardo seja candidato a governador é o povo da Paraíba, pois se ele fez tanto por João Pessoa em menos de 4 anos, imaginem no governo do estado. Se ele não for candidato em 2010, com certeza será em 2014, pois a Paraíba inteira fala nisso, muita gente do estado (Litoral, Sertão, Agreste, Cariri, Curimataú, Seridó e Brejo), tem família em João Pessoa e sabe o quanto a capital da Paraíba já melhorou nestes 3 últimos anos.
Quero lembrar a estes políticos desesperados que apelam até para a religião que Ricardo vai governar João Pessoa e no futuro a Paraíba com muita fé em Deus e pela vontade popular, até porque, ele é um político de fibra, de decisão e não se acovarda. Por isso escolheu Luciano Agra como seu vice. Digo isso, pois eles questionam sobre quem é Luciano Agra, eu pergunto quem são eles?
Luciano Agra eu sei quem é! Um filho da Paraíba, natural de Campina Grande e vive em João Pessoa desde sua adolescência. Qualificado pela UFPE na área de Arquitetura e mestre em Engenharia Urbana pela UFPB; é professor da UFPB em Arquitetura e Urbanismo; participou da Equipe de Erundina para o planejamento urbano de São Paulo, o que lhe rendeu experiência para atuar no Plano Diretor de João Pessoa. Agra tem a qualidade de Ricardo para governar João Pessoa, pois acompanha o prefeito desde 1992, como seu assessor político (caso os senhores queiram maiores informações, entrem no Site de Ricardo/Agra, ou convidem o mesmo para falar em seus programas políticos).
O candidato 19 assusta a todos, parece até fanatismo religioso em um apelo quase apocalíptico. Isso merece direito de resposta, até por que “usar o nome de Deus em vão é pecado”, que todos os cristãos conhecem. Dizer que Ricardo é uma ameaça aos templos de Deus, isso é heresia!
Estranhei a candidata do PCO fazendo críticas a Ricardo Coutinho, ela que deveria ser minha companheira de universidade, mas parece que não trabalha há anos, pois vive licenciada para se candidatar a tudo que é eleição, quando não é ano eleitoral, passa por problemas de saúde... “dá licença!!!”, como diz Chico Cezar “respeitem meus cabelos brancos”. Dizer que Ricardo é mandatário das oligarquias e dos empresários paraibanas é no mínimo leviano, pois todos sabem que seu governo esteve totalmente voltado para os interesses populares. Lurdes faça uma campanha limpa e divulgue o programa do seu partido revolucionário, digo seu, pois é o que acontece com os sectários ao EXTREMO, se materializam no sal sem perceber o materialismo histórico e dialético. Contrariando Berman, estes sólidos talvez nem se desmanchem no ar.
Quanto ao candidato 45, nada o impede que se candidate a prefeito de João Pessoa, mas querer impedir os acontecimentos do futuro é no mínimo absurdo, pois Ricardo Coutinho fez e fará por João Pessoa o que o seu Grupo não fez em mais de 12 anos. Vocês se preocupam se Ricardo vai ser candidato a Governador. Eu gostaria de lhes dizer que João Pessoa não quer ver vocês governarem essa cidade de novo, pois o passado de vocês a frente da cidade, ficou no passado, na falta de obras, na inoperância governamental e nos apadrinhamentos políticos. Digo isso por que morei em João Pessoa mais de 30 anos e vi em apenas 3 anos o que é governar de VERDADE. Por isso lhes digo que RICARDO COUTINHO merece um SIM pelo seu trabalho e quero votar nele para governador da Paraíba, assim como um monte de pessoenses e paraibanos, com ele no governo ganhará JOÃO PESSOA e toda a PARAÍBA.
Quinta-feira, 10 de Julho de 2008
A DINÂMICA SÓCIO-AMBIENTAL DA CAATINGA E SUA
MIGUEL LEONARDO LIMA FILHO
Graduado em Geografia pela Faculdade de Formação de Professores de Serra Talhada
– FAFOPST - Professor titular de Geografia Regional da FAFOPST e Coordenador do
Curso de Geografia- FAFOPST e Professor de Geografia da Rede Oficial de Ensino do
Estado de Pernambuco.
No presente trabalho pretende-se fazer uma abordagem sobre a dinâmica natural e as potencialidades da caatinga, fazendo-se uma correlação entre a caatinga que o livro didático veicula e a caatinga real observada in loco (no sertão semi-árido nordestino).
O livro didático mostra uma caatinga sem brio, normalmente vê-se fotos tiradas durante a estação seca e para agravar somente a caatinga hiperxerófita é mostrada. Assim uma pessoa que resida no centro-sul do país ao analisar uma paisagem da caatinga à luz do livro didático terá a impressão que esta vegetação é inóspita e sempre desfolhada vendo-se apenas os cactos com aspecto vivo (verde).
A vegetação de caatinga ocupa uma área de aproximadamente 800.000 Km², isso eqüivale a 9,5% do território nacional e a 50% do nordeste; a pluviosidade varia de 250 a 800 mm/ano, sendo que nas regiões de brejos esse índice pode ultrapassar os 1000mm/ano, essa realidade é negada pelo livro didático.
Caso haja a elaboração de um planejamento fundamentado nos princípios do desenvolvimento sustentável, a caatinga poderá fornecer vários produtos ao homem sertanejo:
- Plantas medicinais – juazeiro, imburana, quixabeira, pinhão-bravo, etc.
- Plantas forrageiras – mororó, quebra-faca, maniçoba, macambira, etc.
- Madeira de lei – baraúna, angico, aroeira, pau d’arco, cumaru, etc.
- Plantas para artesanato – caroá, catolezeiro, carnaúba, etc.
- Plantas ornamentais – canafistula, catingueira, moleque-duro, macambira, etc.
- Plantas para efeito de sobrevivência – coroa-de-frade, mucunã, umbuzeiro, etc.
Por apresentar uma dinâmica natural própria, a caatinga proporciona um espetáculo pitoresco – podendo ser aproveitado para o ecoturismo – ora verde e florida, ora seca com algumas espécies em floração, porém esse lado da caatinga não é mostrado nos livros.
Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007
Capitalismo maduro e feridas no espaço tempo: globalização ou submundialização
Belarmino Mariano Neto[1].
Este artigo se apresenta como uma contribuição ao debate sobre a modernidade e as teorias sociológicas discutidas ao longo da disciplina Teoria Sociológica I, ministrada pela professora Drª Tereza Correia da Nóbrega Queiroz. É uma narrativa objetiva de fragmentos do mundo moderno, natural e social construídos no decorrer dos últimos séculos.
Não estamos querendo nos colocar como estudiosos do mundo total, ou intérpretes do mundo contemporâneo globalizado. Mas, apenas fazer uma interpretação de fragmentos tempo/espaciais para a construção do conhecimento.
Pensar a natureza, a sociedade e o século XXI no contexto da atual (des)ordem mundial, passa por uma reflexão dos comportamentos sócio-econômicos e técnico-científicos vividos pela humanidade em seus diferentes estágios de desenvolvimento. Passa também pela compreensão das novas expressões incorporadas ao cotidiano dos povos, tais como: chips, informática, fibra ótica, softwares, multimídia, cibercultura, plugados, era digital, mercadorização generalizada, viragem ecológica, pânico ecológico, neurochips, biotecnologia, animais clonados, genoma, transgênicos, doenças do próximo milênio, complexidade, acaso, catástrofes, etc.
Os 500 anos de europeização do Novo Mundo, construídos pela exploração colonial, comercial e multinacional, deixaram um saldo de pobreza mundial contaminante dessa nova ordem, e que foi intensificada nos pós-guerras mundiais. Com o fim da Guerra Fria, o livre comércio propagandeado pelo neoliberalismo tira do caminho da sociedade de mercado os empecilhos ideológicos e políticos de contraposição socialista ao sistema, diminuindo-se o pânico ecológico de uma explosão nuclear em cadeia, passando a sobrar espaço e tempo para as disputas mercantis.
As duas guerras mundiais criaram fronteiras militares, ideológicas e políticas que culminaram com os programas da Guerra Fria, e ao mesmo tempo alimentaram o progresso tecnológico e econômico das grandes potências, que venderam para o mundo do século XX seus potenciais militares e técnico-científicos, além das ações imperialistas, calcadas no discurso de defesa do mundo e baseadas na agressão, subversão, terror ideológico e dominação econômica e cultural que moldaram o mundo da modernização. Um espaço contemporâneo com um grande fosso entre a riqueza e à pobreza, dentro de cada lugar onde o sistema tornou-se hegemônico. Especialmente no tocante à quebra das produções tradicionais e nas periferias dos sistemas centrais.
A mundialização da produção, da circulação e circuitos financeiros imediatos é manobrada pelo capital especulativo, que circula a uma velocidade luminar, com paradas de metrô em cada uma das bolsas de valores mundiais. Incontroláveis, transitórias e deixando marcas irreversíveis no mundo do capital produtivo.
Agora estamos diante das emoções digitais, tráfego veloz e intenso de idéias virtuais, nas super-redes de informações da internacional “Net work..” O século 21 já entrou pela nossa porta. Diagnosticar o quê? Quais as profecias que fracassarão, Nostradamus, Apocalipse? O difícil é aprisionar o futuro, por mais que psicologicamente busquemos a regularidade e o sentimento de constância do tempo. Pensar em ler este grande texto que chamamos “mundo” a partir de uma interpretação total e única é uma das ilusões desfeitas.
O território mundial é agora mapeado pela multimídia, um território tão volátil quanto à riqueza financeira virtual que circunda nas bolsas de investimentos financeiros e desestrutura os valores expressos da produção. A modernização do mundo nos apresenta um novo conjunto de instalações das relações sociais, movidas pela produção e por profunda apropriação da natureza nessa construção do sobreviver humano. Instalações em que podem ser lidas as contradições das relações e forças produtivas que em sua gênese combinam-se, contradizem-se e complementam-se simultaneamente.
A descabida concentração de capital, tanto em nível dos grupos econômicos, quanto em nível das regiões globais, bem como a nova revolução industrial (micro-eletrônica, cibernética, computacional, robótica, cognição, etc.) começa a construir um mundo para homens de sobra, vazios de trabalho, desempregados e contraditoriamente perdidos de sua milenar cultura da atividade. Humanos sem trabalho e sem capital começam, aos montes, a perambular por um mundo de abundância controlada, apropriada pela selvajaria de poucos. Estamos diante do tempo de ilusões, apontando para todas as sortes de incertezas que podemos pensar. Essa lógica do real/virtual combina-se na construção de uma sociedade onde os homens são nitidamente descartáveis.
Vivemos a náusea existencial de uma sociedade saturada, em que o virtual, preenche muito mais os “vazios,” que o próprio racionalismo dessa geração que estava adaptada e apoiada no progresso da ciência. A vida sem sentido começa a tonificar os novos seres ciberculturais. Essa nova era digital dos “plugados” não define um chão para os nossos pés.
A submundialização do planeta não é uma idéia profética, mas a vivência iniciada nestas últimas décadas em quase todos os recantos do mundo. O que segue é na medida de seu ritmo, o mundo do desemprego, tempo/espaço como instalações irreversíveis para o trágico choque secular, que será o puro demonstrativo de que as crises do modelo liberal da economia de mercado não são apenas cíclicas, mas constantes e cumulativas, e que levará ao abismo todos, não importando aí ordem de chegada, todos somos “filhos do medo”, e esta é a violação em estar vivo diante do real e da certeza. O mundo caminha para uma governança monoplanetária, centrada no poder do G-8, FMI e Banco Mundial, “trivium” de sustentação dessa nova ordem. O que nos resta é o caminhar para a submundialização, e para os que acham ser os donos da chave desse mundo, não adiantará levantar muralhas, pois a “barbárie do subdesenvolvimento” é um vírus instalado desde a gênese do sistema que é aberto, desigual/combinado e globalizado.
A submundialização pode ser lida como urbanização da pobreza, com grandes aglomerados populacionais, onde os bolsões de miseráveis são territorialmente expressivos. Pobres espremidos em áreas de riscos que, na maioria das vezes, são ilegais perante o poder público. Em muitos casos, não assistidas de infra-estrutura básica (água encanada, instalações sanitárias, eletrificação, saúde, educação, etc.). Este é o modelo global de desenvolvimento urbano/industrial.
Este é um quadro pintado pela realidade dos grandes centros urbanos dos países subdesenvolvidos. Áreas como a Grande São Paulo e Rio de Janeiro, Salvador, Caracas, Lima, Cidade do México, Nova Deli, Bombaim, Lagos, Cairo, Luanda, e muitas outras. São comuns as favelas, mocambos e palafitas em áreas de encostas, morros, beira de rio, mangues, limites de movimentadas rodovias ou embaixo das redes de alta tensão elétrica. A falta de assistência pública de serviços básicos é lamentável.
Estamos diante dos quinhentos anos de profundas alterações sócio-econômicas, culturais e ambientais que nosso estágio de civilização propiciou. O lucro mata a natureza e não contabiliza as perdas ambientas. Vivemos as super safras ao lado da fome. A crise é econômica, ecológica, moral, ética e de atitudes humanas. Na realidade, estamos diante de uma encruzilhada, em que a humanidade não acompanha o ritmo do progresso de uma minoria que comanda o mundial e a natureza não aceita esse ritmo de desenvolvimento imposto pelos homens.
A exploração abusiva dos recursos naturais nos coloca diante de uma natureza fúnebre. A natureza como ambiente dos lugares estragados, a natureza como um depósito de lixo a céu aberto.
Uma coisa é certa, diante de elevado grau de submundialização da civilização humana, este modelo urbano industrial e consumista de desenvolvimento não consegue dar a mesma qualidade de vida para toda a população do mundo, além de não se sustentar ecologicamente.
BIBLIOGRAFIA:
BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
BOOKCHIN, Murray. Por uma Ecologia Social. Rio de Janeiro: Utopia, nº 4, 1991.
BRODHAG, Christian. As Quatro Verdades do Planeta. Por uma outra civilização. Lisboa: Instituto PIAGET, 1997.
FREIRE, Roberto. A Farsa Ecológica. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1992.
GONÇALVES, Carlos Walter Porto. Os (Des)caminhos do Meio Ambiente. São Paulo: Contexto, 1996.
MOREIRA, Ruy. O Circulo e a Espiral. A crise paradigmática do mundo moderno. Rio de Janeiro: Obra Aberta/Cooperativa do Autor, 1993.
MORIN, Edgar & KERN, Anne Brigitte. Terra-Pátria. Porto Alegre, RS: Editora Sulina, 1995.
SANTOS, Milton. (org.) & outros. Fim de século e Globalização. São Paulo: Hucitec/Anpur, 1994.
SANTOS, Milton.Por uma outra globalização. São Paulo: Record, 2001.
RESUMO:
Modernidade e fragmentos do mundo contemporâneo global. As feridas deixadas pelo capitalismo maduro na lógica do espaço e do tempo. As manobras do capital especulativo e o mapeamento das ações digitais e da multimídia como definidores do ciberespaço virtual. Globalização e Submundialização como faces contraditórias, combinadas e complementares. Super safras e fome. Homens descartáveis e incertezas. Sociedade e Natureza fora das perspectivas do desenvolvimento sustentável.
1) Modernidade. 2) Globalização. 3) Submundialização
SUMMARY:
Modernity and fragments of the global contemporary world. The wounds left by the capitalism it ripens in the logic of the space and of the time. The maneuvers of the speculative capital and the map of the digital actions and of the it fines media as creators of the virtual cyberspace. Global and Sub world as faces contradictory, combined and complemental. Super crops and hunger. Disposable men and uncertainties. Society and Nature out of the perspectives of the maintainable development.
1) Modernity. 2) global contemporary world. 3) Global and Sub world.
[1] Doutorando em Sociologia PPGS/UFPB (J.Pessoa e C. Grande)
...
Capitalismo Maduro e Feridas no Espaço Tempo:
Globalização ou Submundialização?
Belarmino Mariano Neto.
Este artigo se apresenta como uma contribuição ao debate sobre a modernidade e as teorias sociológicas discutidas ao longo da disciplina Teoria Sociológica I, ministrada pela professora Drª Tereza Correia da Nóbrega Queiroz. É uma narrativa objetiva de fragmentos do mundo moderno, natural e social construídos no decorrer dos últimos séculos.
Não estamos querendo nos colocar como estudiosos do mundo total, ou intérpretes do mundo contemporâneo globalizado. Mas, apenas fazer uma interpretação de fragmentos tempo/espaciais para a construção do conhecimento.
Pensar a natureza, a sociedade e o século XXI no contexto da atual (des)ordem mundial, passa por uma reflexão dos comportamentos sócio-econômicos e técnico-científicos vividos pela humanidade em seus diferentes estágios de desenvolvimento. Passa também pela compreensão das novas expressões incorporadas ao cotidiano dos povos, tais como: chips, informática, fibra ótica, softwares, multimídia, cibercultura, plugados, era digital, mercadorização generalizada, viragem ecológica, pânico ecológico, neurochips, biotecnologia, animais clonados, genoma, transgênicos, doenças do próximo milênio, complexidade, acaso, catástrofes, etc.
Os 500 anos de europeização do Novo Mundo, construídos pela exploração colonial, comercial e multinacional, deixaram um saldo de pobreza mundial contaminante dessa nova ordem, e que foi intensificada nos pós-guerras mundiais. Com o fim da Guerra Fria, o livre comércio propagandeado pelo neoliberalismo tira do caminho da sociedade de mercado os empecilhos ideológicos e políticos de contraposição socialista ao sistema, diminuindo-se o pânico ecológico de uma explosão nuclear em cadeia, passando a sobrar espaço e tempo para as disputas mercantis.
As duas guerras mundiais criaram fronteiras militares, ideológicas e políticas que culminaram com os programas da Guerra Fria, e ao mesmo tempo alimentaram o progresso tecnológico e econômico das grandes potências, que venderam para o mundo do século XX seus potenciais militares e técnico-científicos, além das ações imperialistas, calcadas no discurso de defesa do mundo e baseadas na agressão, subversão, terror ideológico e dominação econômica e cultural que moldaram o mundo da modernização. Um espaço contemporâneo com um grande fosso entre a riqueza e à pobreza, dentro de cada lugar onde o sistema tornou-se hegemônico. Especialmente no tocante à quebra das produções tradicionais e nas periferias dos sistemas centrais.
A mundialização da produção, da circulação e circuitos financeiros imediatos é manobrada pelo capital especulativo, que circula a uma velocidade luminar, com paradas de metrô em cada uma das bolsas de valores mundiais. Incontroláveis, transitórias e deixando marcas irreversíveis no mundo do capital produtivo.
Agora estamos diante das emoções digitais, tráfego veloz e intenso de idéias virtuais, nas super-redes de informações da internacional “Net work..” O século 21 já entrou pela nossa porta. Diagnosticar o quê? Quais as profecias que fracassarão, Nostradamus, Apocalipse? O difícil é aprisionar o futuro, por mais que psicologicamente busquemos a regularidade e o sentimento de constância do tempo. Pensar em ler este grande texto que chamamos “mundo” a partir de uma interpretação total e única é uma das ilusões desfeitas.
O território mundial é agora mapeado pela multimídia, um território tão volátil quanto à riqueza financeira virtual que circunda nas bolsas de investimentos financeiros e desestrutura os valores expressos da produção. A modernização do mundo nos apresenta um novo conjunto de instalações das relações sociais, movidas pela produção e por profunda apropriação da natureza nessa construção do sobreviver humano. Instalações em que podem ser lidas as contradições das relações e forças produtivas que em sua gênese combinam-se, contradizem-se e complementam-se simultaneamente.
A descabida concentração de capital, tanto em nível dos grupos econômicos, quanto em nível das regiões globais, bem como a nova revolução industrial (micro-eletrônica, cibernética, computacional, robótica, cognição, etc.) começa a construir um mundo para homens de sobra, vazios de trabalho, desempregados e contraditoriamente perdidos de sua milenar cultura da atividade. Humanos sem trabalho e sem capital começam, aos montes, a perambular por um mundo de abundância controlada, apropriada pela selvajaria de poucos. Estamos diante do tempo de ilusões, apontando para todas as sortes de incertezas que podemos pensar. Essa lógica do real/virtual combina-se na construção de uma sociedade onde os homens são nitidamente descartáveis.
Vivemos a náusea existencial de uma sociedade saturada, em que o virtual, preenche muito mais os “vazios,” que o próprio racionalismo dessa geração que estava adaptada e apoiada no progresso da ciência. A vida sem sentido começa a tonificar os novos seres ciberculturais. Essa nova era digital dos “plugados” não define um chão para os nossos pés.
A submundialização do planeta não é uma idéia profética, mas a vivência iniciada nestas últimas décadas em quase todos os recantos do mundo. O que segue é na medida de seu ritmo, o mundo do desemprego, tempo/espaço como instalações irreversíveis para o trágico choque secular, que será o puro demonstrativo de que as crises do modelo liberal da economia de mercado não são apenas cíclicas, mas constantes e cumulativas, e que levará ao abismo todos, não importando aí ordem de chegada, todos somos “filhos do medo”, e esta é a violação em estar vivo diante do real e da certeza. O mundo caminha para uma governança monoplanetária, centrada no poder do G-8, FMI e Banco Mundial, “trivium” de sustentação dessa nova ordem. O que nos resta é o caminhar para a submundialização, e para os que acham ser os donos da chave desse mundo, não adiantará levantar muralhas, pois a “barbárie do subdesenvolvimento” é um vírus instalado desde a gênese do sistema que é aberto, desigual/combinado e globalizado.
A submundialização pode ser lida como urbanização da pobreza, com grandes aglomerados populacionais, onde os bolsões de miseráveis são territorialmente expressivos. Pobres espremidos em áreas de riscos que, na maioria das vezes, são ilegais perante o poder público. Em muitos casos, não assistidas de infra-estrutura básica (água encanada, instalações sanitárias, eletrificação, saúde, educação, etc.). Este é o modelo global de desenvolvimento urbano/industrial.
Este é um quadro pintado pela realidade dos grandes centros urbanos dos países subdesenvolvidos. Áreas como a Grande São Paulo e Rio de Janeiro, Salvador, Caracas, Lima, Cidade do México, Nova Deli, Bombaim, Lagos, Cairo, Luanda, e muitas outras. São comuns as favelas, mocambos e palafitas em áreas de encostas, morros, beira de rio, mangues, limites de movimentadas rodovias ou embaixo das redes de alta tensão elétrica. A falta de assistência pública de serviços básicos é lamentável.
Estamos diante dos quinhentos anos de profundas alterações sócio-econômicas, culturais e ambientais que nosso estágio de civilização propiciou. O lucro mata a natureza e não contabiliza as perdas ambientas. Vivemos as super safras ao lado da fome. A crise é econômica, ecológica, moral, ética e de atitudes humanas. Na realidade, estamos diante de uma encruzilhada, em que a humanidade não acompanha o ritmo do progresso de uma minoria que comanda o mundial e a natureza não aceita esse ritmo de desenvolvimento imposto pelos homens.
A exploração abusiva dos recursos naturais nos coloca diante de uma natureza fúnebre. A natureza como ambiente dos lugares estragados, a natureza como um depósito de lixo a céu aberto.
Uma coisa é certa, diante de elevado grau de submundialização da civilização humana, este modelo urbano industrial e consumista de desenvolvimento não consegue dar a mesma qualidade de vida para toda a população do mundo, além de não se sustentar ecologicamente.
BIBLIOGRAFIA:
BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
BOOKCHIN, Murray. Por uma Ecologia Social. Rio de Janeiro: Utopia, nº 4, 1991.
BRODHAG, Christian. As Quatro Verdades do Planeta. Por uma outra civilização. Lisboa: Instituto PIAGET, 1997.
FREIRE, Roberto. A Farsa Ecológica. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1992.
GONÇALVES, Carlos Walter Porto. Os (Des)caminhos do Meio Ambiente. São Paulo: Contexto, 1996.
MOREIRA, Ruy. O Circulo e a Espiral. A crise paradigmática do mundo moderno. Rio de Janeiro: Obra Aberta/Cooperativa do Autor, 1993.
MORIN, Edgar & KERN, Anne Brigitte. Terra-Pátria. Porto Alegre, RS: Editora Sulina, 1995.
RESUMO:
Modernidade e fragmentos do mundo contemporâneo global. As feridas deixadas pelo capitalismo maduro na lógica do espaço e do tempo. As manobras do capital especulativo e o mapeamento das ações digitais e da multimídia como definidores do ciberespaço virtual. Globalização e Submundialização como faces contraditórias, combinadas e complementares. Super safras e fome. Homens descartáveis e incertezas. Sociedade e Natureza fora das perspectivas do desenvolvimento sustentável.
1) Modernidade. 2) Globalização. 3) Submundialização
SUMMARY:
Modernity and fragments of the global contemporary world. The wounds left by the capitalism it ripens in the logic of the space and of the time. The maneuvers of the speculative capital and the map of the digital actions and of the it fines media as creators of the virtual cyberspace. Global and Sub world as faces contradictory, combined and complemental. Super crops and hunger. Disposable men and uncertainties. Society and Nature out of the perspectives of the maintainable development.
1) Modernity. 2) global contemporary world. 3) Global and Sub world.
Terça-feira, 4 de Setembro de 2007
Construção
A construção se faz presenta na sutileza e delicadeza de uma asa de borboleta azul.
Terça-feira, 1 de Maio de 2007
morte espetacular
Brmino Mariano Neto
Quando ocupei o útero de gaia ainda não era homem, mas apenas sonho. Gaia Gerou do sêmen solar a luz da vida que germina em suas entranhas fecundas. Primeiro um pó de luz se espalhando pelos recantos e imaginários olhos de mulher, que chora, grita, e sorrindo cria nas profundezas do ser os cristais para o novo e desprendido movimento do nascer galáctico: o filho de uma nova idade, fluído de uma aromática essência de mulher que chorando se corta por dentro e sangra um avermelhado e violento momento matriarcal.
"Eu vi a morte, (...) com manto negro, rubro e amarelo. Vi o inocente olhar, puro e perverso, e os dentes de coral da desumana. Eu vi o estrago, o bote, o ardor cruel, os peitos fascinantes e esquisitos. Na mão direita a cobra cascavel, e na esquerda a coral, rubi maldito. Na fronte uma coroa e o gavião, nas espáduas as asas deslumbrantes que ruflando nas pedras do sertão, pairavam sobre urtigas causticantes, caule de prata, espinhos estrelados e os cachos do meu sangue iluminado. (...) Mas eu enfrentarei o sol divino, o olhar sagrado em que a pantera arde. Saberei por que a teia do destino não houve quem cortasse ou desatasse. (...) Ela virá a mulher aflando as asas, com os dentes de cristal feitos de brasas e há de sagrar-me a vista o gavião. Mas sei também que só assim verei a coroa da chama e Deus meu rei assentado em seu trono do Sertão." (Suassuna, Poesia Viva, 1998, CD:14 e 15 )
Estes fragmentos de sonetos, carregados de signos, enigmas e imagens únicas são os elementos da morte, percebidos por Ariano Suassuna. Neste imaginário, as figuras da morte, vestida com adereços de elementos da natureza sertaneja, nos fazem viajar pelas palavras para na morte a sublimação da carne, onde o sol é um testemunho vivo de tal sede. Assim, símbolos da natureza semi-árida são ressaltados como poderosos e sagrados, no ponto do divino centralizar sua força nestas terras. Em outras partes do soneto, Suassuna ressalta a morte como um toque inapelável do divino, maciez, vida e obscuro toque de um Deus no homem. O lugar e seus elementos como o gavião, a cascavel, a coral, a vida e a morte como figura feminina, que em suas palavras ganham um profundo significado. O destino, outro elemento muito forte na cultura nordestina, que em sua “triste partida” pode estar traçado, e diante da morte é preferível vagar pelas terras alheias, na espera de um dia voltar. Pois o destino traçado em suas mãos vai além de seus poderes terrenais.
Morte espetacular, em todos os seus elementos de arte. A morte possui a arte de matar. A morte mata o tempo e morrer é muito natural. Todo tempo é de morte, é de morrer.
O ato de morrer parece o fim da vida, animal ou vegetal. Pode ser uma entidade imaginária, crânio humano sobre ossos e cinzas. Morte agônica, súbita, neurocerebral e irreversível.
A morte cósmica de uma estrela, grande e natural morte. Morte matada não natural. Morrida, natural. Por doença, violenta, rápida, imprevista. Desastre, homicídio, suicídio. Chorada, cantada, lastimada, irremediável.
A morte de um amor ou de um rancor. Cores incolores pouco vivas, pálidas, mortas, brancas, pretas almas.
Um espetáculo. Milhares de pessoas todos os dias e noites. A cor incolor da morte tecida em luz e trevas, ausenta e apresenta-se sai dos esconderijos e em seu clandestino silêncio, representa a contemplação nua dos deuses com seus toques mágicos de mulheres em seda, morim e cetim. Tintas e cores tecidas no multicolorido matar incolor. Um espetáculo aos vivos. Bandeiras sobre os caixões, fogo das paixões cremam em lágrimas, enquanto as flores murcham e as moscas acompanham o cortejo fúnebre.
Era um anjinho, menos de um ano. Cedo de mais para seus oitenta e cinco anos de vida lúcida e pública. Apenas um ano e o câncer se espalhou por toda sua vida acumulada em rugas.
Um espetáculo de cores que para o trânsito e muda o sentido das conversas. Breve, curto, longo sentir. Apenas um tremor de terra, quase tudo pelos ares. Via satélite, aos vivos. Um espetáculo de imagens em escombros. Quase tudo fora do lugar. Um resgate pelo cochilo da morte. É o que é da morte em todos os lugares, um complemento ao ponto final. Um espetacular cálculo estatístico que preocupa os órgãos de saúde.
As covas são valas rasas e pequenas para os milhares de mortos infantis por desnutrição transcontinental. Um espetáculo, assistido em propagandas de iogurtes, promoções de supermercados ou recordes de produção nas safras de grãos.
Um espetáculo em imagens para a hora do almoço e do jantar. Uma morte que fica bonita e ganha vida própria. Colorido, trilha sonora, visitas ilustres e cenas de choro e lenços. Populares e ilustres tecem curtos trechos de filosofia vã (vida/morte, ser/existir, desistir). A tristeza se reveste de pompa, os óculos pretos e modernos contrastam com as faces rubras de peles bem tratadas.
A morte ganha todas as cenas, gera audiência, redimensiona a memória/imagem de passados que já estavam mortos. Os filtros das câmaras criam um ar acinzentado e mórbido. Flores quase mortas avivam os entornos do espetáculo mortal. Uma princesa, um velocista, um bandido, um índio Galdino, um mega star, um caminhão de sem terras no click de Sebastião Salgado ou mesmo um simples popular do corpo de bombeiros, que arriscava a vida para salvar vidas. Todos filhos da morte.
Tons e sons de morte sobrevoam o local do cortejo. É uma pessoa ilustre, um chefe de Estado, era integro honesto e bravo. Álbuns de família são focados pela panorâmica das câmaras. Uma desatinada busca e alucinada espera. Cortante e bruto alimento do pensar, desconstrução de destruição na construção de uma miragem. Filhos do estupro ou abortados pelo medo, homens. Violação patriarcal do divino, violência matriarcal em estar vivo. Morte calada que rebusca nas cinzas a poeira cósmica da noite, que escondo o sono e que não permite a embriagues dos sonhos.
Um espetáculo mortal, monumental. Milhares foram soterrados pela truculência da natureza, em um simples tremor de terras. Cenas mundiais repetidas mais de uma vez pelos diversos canais, via satélite, aos vivos.
A tragédia é africana e européia. Combina morte/ rivalidade, alimento/ fome. Um espetáculo mortal e louco de vacas inocentemente sacrificadas aos milhares. Tragédia euroafricana de vacas e homens. Quantas vidas para cada morte. Uma morte, uma vida. Uma cena espetacular que desencadeia todos os pensamentos que a lucidez consegue roubar da mente em uma loucura. Um viajar imaginário do ser e penetrar da seda fina do subatômico do momento do sábio nadar e no demasiado sendeiro do escuro da luz nada encontrar. É grande a noite se resumida a uma madrugada da morte. Parece uma nevasca eterna. São tantos os espaços da morte que até o vazio se desespera.
É um espetáculo a certeza da morte. Como garrafas de vinho vazias representa os devaneios humanos, a morte das uvas e o nascimento dos sonhos que embebidos pelo doce/amargo, seco/suave traz na sua idade o sabor de uma vida presa, enfrascadora de energias que em estado líquido, tinto, branco ou rose, pode derramar-se sobre o corpo, a alma, a calma e a alegria. Por libertar-se, ser vinho, rio correndo pelo pensar e passar dos que se tornam vinhos em suas fantasias fermentadas. Te vê do alto com um voar de homem-pássaro, tua contradição dilacera todos os sentidos de um apocalíptico alfa do gradativo vitral nadesco a se apagar. Sem luz perdi de ver o brilho dos teus olhos, perdi de ver de vez o que talvez não veja jamais.
Fonte:
http://www.cchla.ufpb.br/caos/04-morte.html
Segunda-feira, 12 de Março de 2007
PROGRAMA DE GEOPOLÍTICA
Universidade Estadual da Paraíba – UEPB
Centro de Humanidades (Guarabira)
Departamento de História e Geografia
Prof. Dr. Belarmino Mariano Neto
Disciplina: Geopolítica
Carga horária de 66 horas aulas
Ementa: Teoria e linguagens geográficas relativas à geopolítica e a geografia política. Teoria do conflito, do poder, da segurança, da nação e do nacionalismo. A geopolítica enquanto campo da ideologia. Geopolítica, imperialismo internacional e disputas territoriais. Os geógrafos universitários e espectro da geopolítica. “Geopolítica como a geografia das forças maiores”. Estado-nação e Globalização. Geopolítica, regionalização e disputas territoriais. Os conflitos do mundo, questões e visões geopolíticas. A geopolítica na América Latina. Os atuais conflitos internacionais e o papel da ONU.
Objetivo Geral: Compreender os fundamentos teóricos da geopolítica, considerando os conflitos mundiais e os poderes ideológicos das potencias internacionais.
Objetivos Específicos: Apresentar as principais categorias e princípios geográficos relativos a geopolítica; Estudar a geopolítica na perspectiva dos usos e abusos do poder; fazer estudos de casos sobre a geopolítica em escala regional; Refletir sobre geopolítica, nacionalismo e conflitos internacionais. Identificar as questões geopolíticas no contexto latino-americano.
Metodologia: Orientação e acompanhamento de leituras, debates, seminários, aulas expositivas dialogadas; oficina experimental de projetos de pesquisa e produção de textos/artigos.
Avaliação: sistema contínuo com participação direta, presencial e produção intelectual apresentada de forma escrita, contextualizada e exposta ao debate/crítico.
1. A construção do Pensamento geográfico na perspectiva geopolítica:
Correntes de pensamentos, fundamentos teóricos e ideologias relativas a geopolítica.
2. A Geografia Política e Geopolítica:
Origens e pressupostos da geografia da geopolítica, ideologias geográficas e teorias do poder, conflito e violência política. Nacionalismo e formações dos estados nacionais.
3. Geografia universitária, geopolítica e conflitos do mundo:
Os geógrafos universitários e espectro geopolítico; geopolítica e guerras; relações internacionais e conflitos regionais; panorama do mundo pós Guerra-Fria; Oriente Médio; Leste europeu e disputas territoriais.
4. Geografia e geopolítica da América Latina:
Violência políticas, repressão e geopolítica nas Américas; Estados Unidos e geopolítica da América Latina; O Brasil no contexto das potencias regionais.
Bibliografia:
ANDRADE, Manoel Correia de. Geografia Ciência da Sociedade: uma introdução à análise do pensamento geográfico. São Paulo: Atlas, 1992.
ANDRADE, Manoel Correia de. Imperialismo e fragmentação do espaço. São Paulo: Contexto 1988.
ARBEX, José. Nacionalismo. O desafio à nova ordem pós-socialismo. São Paulo: Scipione, 1997.
BRENER, Jayme. Leste Europeu – a revolução democrática. São Paulo: Atual, 1990.
BRENER, Jayme. Tragédia na Iugoslávia – Guerra e nacionalismo no Leste europeu. São Paulo: Atual, 1993.
CABRAL, Antônio. A terceira Guerra Mundial. São Paulo: Moderna, 1992.
CHIAVENATO, Julio J. Geopolítica, arma do fascismo. São Paulo: Global, 1981.
KARNAL, Leandro. Oriente Médio. São Paulo: Scipione, 1994.
KROPOTKIN. O Estado e seu papel histórico. São Paulo: Imaginário/ Nu-sol/PUC-SP, 2000.
OLIC, Nelson Bacic. Oriente Médio uma região de conflitos. São Paulo: Moderna,1991.
OLIC, Nelson Bacic. Geopolítica da América Latina. São Paulo: Moderna, 1992.
LACOSTE, Yves. Geografia do Subdesenvolvimento. São Paulo; Difel, 1985.
LACOSTE, Yves.A Geografia – isso serve, em primeiro lugar para fazer a guerra. São Paulo: Papirus, 1985.
MARCONDES FILHO, Ciro. Violência Política. São Paulo: Moderna, 1990.
MARIANO NETO, Belarmino.Ecologia e Imaginário: memória cultural, natureza e submundialização.João Pessoa: UFPB/Universitária, 2001.
MARTINEZ, Paulo. Política – ciência, vivência e trapaça. São Paulo: Moderna, 1991.
MORAES, Antonio Carlos Robert. Ideologias Geográficas. São Paulo: Hucitec, 1996.
MORAES, Antonio Carlos Robert Geografia Pequena História Crítica. São Paulo: Hucitec, 1991.
MOREIRA, Ruy. A crise paradigmática do mundo moderno. Rio de Janeiro: Obra Aberta, 1993.
MOREIRA, Ruy. O que é Geografia. São Paulo: editora brasiliense, 1985.
OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Roberto. Espaço e Modernidade – temas de geografia mundial. São Paulo: Atual, 1995.
RIBEIRO, Wagner Costa. Relações internacionais – cenários para o século XXI. São Paulo: Scipione, 2000.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal. RJ/SP: Record, 2001.
SANTOS, Milton. Território e Sociedade. São Paulo: Perseu Abrano, 2000.
SCALZARETTO, Reginaldo; VICENTINO, Claudio. Cenário Mundial – a nova ordem internacional. São Paulo: Scipione, 1992.